MITOS: ONTEM E HOJE

Neste post iremos explicar um pouco sobre  a visão dos mitos hoje e antigamente.

Podemos definir o mito como uma primeira forma do ser humano compreender o mundo, baseada na afetividade e na imaginação e anterior a toda reflexão lógica. O mito era considerado verdade absoluta, que não necessitava de provas e era incontestável. A aceitação do mito dava-se por meio da fé e da crença. Outra característica marcante é a coletividade: o grupo sempre existe antes do individuo. Além de um elemento tranquilizador diante do desconhecido, o mito, também, fixa modelos exemplares para as funções e atividades humanas.

O ritual é uma imitação dos atos dos deuses feita para manter as forças do bem e do mal sobre controle. Acreditava-se que com esses rituais a caça seria abundante, a terra seria fértil e o grupo seria protegido. Nas cavernas, por exemplo, os homens pré-históricos desenhavam animais nas paredes e depois “os atacava” para garantir êxito na caçada.

E hoje, os mitos são diferentes de antigamente? Eles estão presentes em nossa vida, em pleno século XXI? Sim, ele existe, por meio das crenças, temores e desejos, mas o mito não tem tanto poder quanto tinha antigamente, pois com o pensamento crítico racional o indivíduo é capaz de encontrar explicações mais lógicas para os acontecimentos. Os mitos de hoje podem ser divididos em mitos autênticos e em mitos fabricados pelos meios de comunicação de massa e pela mídia.

Atualmente persistem os mitos autênticos que são derivados das mesmas necessidades de propiciar o bem e afastar o mal e são exemplares, fazem parte da vida e podem ser vividos por todos os indivíduos de uma comunidade. Os exemplos mais comuns em nossa sociedade são: Ano-novo, Baile de 15 anos, Casamento, entre outros.

Hoje na sociedade são criados mitos de maneira que possam ser entendidos por todos sem maiores esforços reflexivos, pois assim não há necessidade de criticar ou questioná-los. Para se chegar a estes resultados, são utilizados alguns mecanismos na fabricação dos mitos:

Omissão da História: Este mecanismo consiste em esconder partes da história do mito,seja ele uma pessoa ou objeto. Como exemplo, podemos citar a vida de um ator ou atriz, de modo que este nos é apresentado como um ser referencial e único. Com a omissão da história, acabam também sendo eliminadas causas e consequências, como acontece frequentemente nas propagandas de bebida alcoólica, onde não são relatadas as consequências deste produto.

Identificação: É um processo que nos leva a identificação com o mito e a anulação das características não desejadas pela maior parte das pessoas, o outro lado do mito. Assim nos afastamos de pessoas portadoras das características não desejadas.

Quantificação da qualidade: Este é um mecanismo muito presente na mitificação de filmes e estrelas da música, e consiste na transformação da qualidade em quantidade. Isto é, o que importa para que um filme ou os personagens que o compõem, por exemplo, sejam mitificados é a quantidade de lucros e investimentos que gerou.

Constatação: Este mecanismo influencia na fabricação dos mitos contemporâneos, não admitindo questionamentos ou críticas. Podemos citar como exemplo as histórias em quadrinhos nas quais estão explícitas o posicionamento do bem e do mal, não há o que questionar apenas constata-se. Dentro disso também podemos citar a moda, que por sua vez é um mito consumado, o qual aceitamos sem ao menos saber o por que de termos de seguir tais padrões.

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